Zine
A rua é dele

Uma parede velha, descascada, pode passar despercebida para muita gente. Para o Lucas, que assina como Rabisco, é exatamente o tipo de lugar que interessa.
O interesse por esse tipo de superfície vem de um processo que começa antes da rua. No início, ele desenhava no caderno, escrevendo o nome dos amigos e repetindo letras até perceber que levava jeito. Com o tempo, a folha deixou de ser suficiente, e a rua passou a fazer parte do caminho.
É ali que ele desenvolve o trabalho. A rua funciona como espaço de aprendizado, onde ele testa, observa e evolui na prática. Esse mesmo raciocínio aparece na forma como ele cria: as ideias partem de coisas simples, do que ele vê no dia a dia, e a partir disso ele pesquisa referências, rascunha e leva para a parede.
Nesse processo, o entorno tem um papel direto. As pessoas, os lugares e o que acontece nesses espaços influenciam o trabalho, assim como a fotografia, que também contribui para a construção desse olhar.
As referências vêm principalmente do Pantanal e da cultura hip-hop, presente desde o início da trajetória. São influências que aparecem de forma constante no que ele faz. O que mais chama atenção na rua, para ele, é a liberdade de intervir em espaços que antes passariam despercebidos e transformá-los em algo que muda a percepção de quem passa.
Quando fala com quem está começando, ele mantém esse mesmo entendimento de processo: praticar, errar, tentar de novo e continuar.
Olhando para frente, existe o desejo de montar um motorhome e percorrer o Brasil pintando, levando o trabalho para diferentes lugares. Entre os próximos objetivos, um se destaca: pintar uma empena, independentemente do tamanho, como um passo importante dentro da trajetória.
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