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10 de outubro, 2025 ARTISTA EM DESTAQUE

Cor, cidade e identidade

Desde pequeno, Telmo passava horas desenhando, transformando cadernos e paredes imaginárias em mundos próprios. Hoje, ele faz o mesmo nas ruas: cada mural é um reflexo da infância, das memórias e da cidade que o inspira.

Nascido e criado em meio ao concreto, ele sempre enxergou beleza no que passava despercebido. A parede descascada, o muro grafitado, o poste coberto de cartazes — tudo parecia ter algo a dizer. Foi nesse cenário que o graffiti o encontrou. “Eu via os muros como telas. Era impossível não querer participar daquela conversa”, conta.

Com o tempo, a curiosidade virou prática, e a prática, propósito. Telmo mergulhou na linguagem urbana, estudou estilos, cores e composições, e aprendeu a lidar com o que o espaço oferece: luz, textura, movimento. Hoje, suas obras são reconhecidas pela energia vibrante e pelo equilíbrio entre força e sensibilidade.

Os murais de Telmo não gritam, mas ocupam. Eles respiram a cidade, falam de gente, de memória e de pertencimento. Seu trabalho nasce do encontro entre o pessoal e o público, o íntimo e o urbano.

 

 

O graffiti, para ele, é uma forma de devolver o que a cidade oferece. “Pintar é uma conversa. A parede responde, o público responde, e a arte continua mesmo depois que a gente vai embora.” É esse fluxo constante, entre criação e reação, que o move.

Em suas obras, Telmo mistura o que vê e o que sente. Há retratos, símbolos e abstrações que traduzem sua leitura de mundo. A cor é presença constante: viva, intensa, quase pulsante. É ela quem guia o olhar e convida o público a parar, respirar e sentir.

Hoje, o artista segue pintando o que acredita: que a arte pode mudar o ritmo da cidade e o humor de um dia comum. Que o mural é mais do que estética, é expressão, identidade e encontro.

E que, no fim, pintar é um jeito bonito de dizer ao mundo que a vida, mesmo em meio ao concreto, ainda é feita de cor.

 

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