Zine
Do rap ao lettering
Vinícius de Sá começou sua trajetória no rap, carregando versos que falavam da vida, luta e sonhos. Crescido em uma cidade onde a arte de rua se misturava com a vivência cotidiana, ele descobriu cedo que a música podia ser muito mais do que entretenimento — era uma ferramenta de expressão, um jeito de narrar sua própria história e se conectar com o mundo. Chegou a abrir shows para Sabotage e essas experiências marcaram a intensidade de seu caminho artístico, mostrando que cada verso tinha peso, contexto e propósito.

Vinícius sempre acreditou que a arte é muito mais do que se vê ou se ouve. “A música e a arte têm um sentido além da visão e da audição. Elas te transportam para lugares e momentos diferentes.”, diz ele. Para Vinicius, o lettering é exatamente isso: música em forma de imagem, ritmo em cada traço, emoção que pulsa entre a tinta e o papel.
O incentivo veio de sua filha, durante a pandemia, que o encorajou a explorar novas formas de expressão. Vinícius encontrou no lettering uma extensão natural do rap. Para ele, o estilo é música em forma de imagem, capaz de levar quem observa a lugares e momentos diferentes, assim como suas rimas sempre fizeram.
A transição do microfone para a parede não foi simples, mas sua experiência no rap o preparou para assumir riscos, experimentar e desafiar limites. Hoje, ele transforma superfícies em histórias, trazendo o mesmo peso emocional de suas letras para cores, formas e linhas. Suas obras carregam movimento, memória e intensidade, elementos que ele sempre considerou essenciais na música.

Vinícius de Sá construiu um caminho que une passado e presente: do rap às cores do lettering, da poesia falada à visual, sempre com o compromisso de criar sentidos que transcendem a aparência. Sua trajetória mostra que a arte é ponte, é transporte, é risco, e que, quando guiada por paixão e propósito, pode transformar tanto quem cria quanto quem observa.
Para acompanhar o artista nas redes sociais, cola aqui: instagram.com/vinnas_letras/.
